Sepultura – “Machine Messiah”(2017)

“Me mostra uma grande música que eles escreveram desde que eu saí. Dê o nome de um grande álbum que eles gravaram depois.” ( Max Cavalera)

Se você escutar o novo álbum do Sepultura e se ater apenas a este ponto, haverá toda uma comparação com os últimos lançamentos e álbuns clássicos da banda envolvendo o peso histórico e tudo mais. Agora, por outro lado, se você ouve “Machine Messiah” como um trabalho de metal nacional, você consegue fazer uma análise mais crua e direta.

“Machine Messiah” é mais um grande álbum do nosso cenário. Não acho que tenha status de clássico, mas este é um álbum que o Sepultura deveria ter lançado já há algum tempo. É um álbum que possui um profissionalismo grandioso. Muito bem produzido, feito pra ser apreciado e não apenas pra ganhar dinheiro. Tem paixão ali, paixão de músico, gana e tenho certeza de que esse é mais um álbum que vai nos tornar referência no mundo da música pesada.
Bom, aqui nós temos um Thrash Metal denso e com uma boa dose de experimentalismo. Um elemento interessante, mas que não chega à me agradar, mesmo assim, não deixa de ser um ponto positivo. Dentre os instrumentos, guitarra e bateria se destacam de maneira excepcional.

O álbum inicia com uma faixa bem interessante, como um Doom bem arrastado, com vocais graves e limpos criando uma ambiência que vai evoluindo gradativamente e nos conduz com perfeição para a segunda faixa, “I Am The Enemy”. Aqui temos riffs metralhados em conjunto com os pedais duplos, uma das melhores faixas do álbum.

“Phantom Self” possui de maneira mais destacada um toque de experimentalismo, mas nada que tire seu brilho. Aqui, mais uma vez destaco o trabalho de guitarra e também os vocais de Derrick, bem viscerais.

Falando nos vocais de Derrick, infelizmente é algo que parece não se encaixar no contexto da banda. Mesmo se sobressaindo em algumas faixas, na maior parte do álbum, a voz soa fraca em comparação com o restante dos músicos. Talvez seja um ponto baixo na produção.

“Alethea” tem um começo sinistro que dá um destaque pra bateria. Não gostei da cadência dessa faixa.

“Iceberg Dances” é uma faixa instrumental que representa de forma precisa o que é esse novo álbum do Sepultura. Nela temos tambores, teclados Hammond e vilões junto aos instrumentos básicos. Bem interessante, técnica, cheia de variações e com um riff muito bom.

“Sworn Oath” possui uma introdução que parece um Power Metal, mas já cai pra pancadaria e destaca novamente os vocais. Essa é uma faixa definitivamente visceral, com uma atmosfera épica e sombria, possui um ar de grandiosidade.

“Resistant Parasites” é bem direta, mais orgânica e com riffs marcantes, sendo seguida de “Silent Violence” que é mais uma ótima faixa, se mantém mais linear do que as outras e tem uma guitarra furiosa. Se o álbum fosse todo nessa pegada seria algo mais interessante.

“Vandals Nest” é outra que sintetiza (de maneira mais contida) muito bem o disco, trazendo o peso e agressividade do Thrash junto de partes mais técnicas.

“Cyber God” é meio que uma mistura daquela pegada moderna do Five Finger Death Punch com um pouco do Pantera. Uma boa mistura de peso, cadência, vocais melódicos e agressivos.

Pra finalizar, posso dizer que o Sepultura surpreendeu positivamente, se não à todos, a maioria dos fans com um trabalho de bastante qualidade e que responde a pergunta feita por Max Cavalera nesses últimos dias.

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