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Vários Artistas – “Black Sabbath:The CVLT Nation Sessions” (2017)

O CVLT Nation, site/revista eletrônica especializada na música obscura, reuniu grandes nomes da atual cena de Doom Metal em um tributo aos grandes mestres do Black Sabbath, os quais foram pioneiros no estilo plantando as sementes deste gênero macambúzio.

Numa regravação das 8 faixas que compõem o álbum de estreia do Black Sabbath, as bandas que participam do tributo apresentam suas versões em uma performance ímpar. Esse é um dos grandes destaques desse tributo, pois cada releitura traz um toque de originalidade e bastante identidade em cada faixa.

Algumas se mantiveram mais fiéis ás versões originais e outras optaram por uma interpretação com mais liberdade, mas sem produzir algo descaracterizado.

Como exemplo temos uma versão mais arrastada para a faixa “Black Sabbath”; uma reinterpretação totalmente insana e macabra para “The Wizard” (minha favorita), e uma versão soturna de “N.I.B.”, com destaque para as linhas vocais.

FAIXAS:

01. Beastmaker – Black Sabbath
02. CHRCH – The Wizard
03. Jupiterian – Behind the Wall of Sleep
04. Mindkult – N.I.B.
05. Witchthroat Serpent – Evil Woman
06. Frown – Sleeping Village
07. Trapped Within Burning Machinery – Warning
08. Space Bong – Wicked World

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Ruínas de Sade – “Ruínas de Sade” (2016)

Banda da cidade de Brusque, Santa Catarina, que faz um som pesado, denso e caracteristicamente lento.

Conheci o trabalho dessa banda através da página Metal na Lata, onde faço parte da equipe de editores.

Particularmente considerando que um bom álbum, além de boa música, tem que possuir uma capa que tome a atenção do público, tem que passar a mensagem do que há naquele disco e aumentar o nosso desejo de  querer conhecer sua música, afirmo que inicialmente foi o que me chamou atenção neste trabalho.

Essa capa em cor de papel velho com uma gravura altamente detalhista e quase monocromática de um Cthulhu (entidade cósmica criada pelo escritor de terror H. P. Lovecraft), a representação da desolação, terror e morte, consegue refletir com exatidão o tipo de música da banda.

Totalizando pouco mais de 30 minutos com apenas três faixas, o álbum não soa monótono nem cansativo, possui dinâmica e um leque de detalhes que te prendem até o fim da audição.

Os riffs são bem característicos, com um toque de Rock Progressivo se estendendo aos solos. Outra característica interessante são as letras em português, algo que deu muito certo e deixou as músicas mais intimistas.

Quem ama música arrastada, com bastante peso e densa, certamente vai curtir muito esse álbum. Os caras priorizaram uma produção crua e caseira, bem suja, que torna o som muito mais visceral.

Hugo Grubert, não atoa, fazia vocal numa banda cover do Black Sabbath. Sua voz não possui o timbre que lembre o de Ozzy Osbourne, mas a forma de cantar tem a mesma peculiaridade que a do Madman.

Com certeza, a Ruínas de Sade é uma das grandes promessas do underground nacional.