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Stonex – “Seeds of Evil” (2014)

Apresentando essa banda da cidade de Aracaju/SE temos o EP “Seeds of Evil”, com 4 faixas e uma produção que evidencia toda a qualidade da banda.

Eles fazem um som guiado pelas raízes tradicionais do Heavy Metal e do Hard Rock que reverencia os anos 70 e início dos anos 80 sem toda aquela lapidação e brilho das produções modernas.

Com esse direcionamento sonoro e uma material gráfico bem simples a banda faz jus ao termo underground, agregando bastante qualidade ao cenário nacional.

As 4 faixas destoam harmoniosamente umas das outras sem perder a identidade, resultado da criatividade musical da banda que consegue unir todos os seus elementos característicos e influências em músicas simples, diretas e bem construídas.

O vocal de Pedro Ramon  Guerreiro é rouco, não como o de Lemmy Kilmister, lembra mais Black Lawless mais contido.

A excelente performance de baixo em “Seeds of Evil” foi gravada por Atílio Bass, o qual teve que deixar o posto no final de 2016, atualmente quem comanda as cordas graves é Alessandro  Mongini.
Os riffs sabbáticos e quase hipnóticos do início de “Maggots in my Brain” são cortesia de Mark Hazz. Sua marca registrada, além dos ótimos timbres, são os solos classudos com aquele toque selvagem de Jimmy Hendrix e K.K. Downing.

O “maestro” Adriano Tavares conduz as baquetas em uma performance espetacular. Não se limitando à apenas bumbo duplo e caixa, conferindo uma marcação enérgica e dinâmica para cada faixa.

Espero que a banda continue nessa pegada vintage e logo mais, lance um álbum completo.

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Jarakillers – “Still Macabre” (2017)

Direto da cidade de Manaus no Amazonas, a banda Jarakillers faz seu som fincado no Thrash Metal Old School mas com elementos de outros gêneros do Metal.

Lançando seu segundo álbum, “Still Macabre”, o Jarakillers desponta no cenário nacional como um dos grandes discos desse início de ano.

Em comparação com o primeiro álbum, “Macabre Tales of Dark River”, temos uma banda mais coesa, madura e evoluída. A identidade sonora se mantém, de forma mais concreta, mas com uma técnica mais apurada e melhor aplicada.

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A “Intro” é atmosférica, de clima sombrio nos leva para a faixa seguinte, “Mankind” que de cara já mostra uma produção bem superior a do disco anterior.

Uma sonoridade mais polida que mantém o peso e a densidade e que dá destaque ao groove dos riffs cadenciados das guitarras, característica marcante em todo o álbum.

O vocal também está melhor. Um timbre médio agudo, mais gritado.

Temos faixas em inglês e outras cantadas em português, como “Curupira” e a excelente “O Alien”.

“Empire” me lembra um pouco aquele groove encorpado entre baixo e guitarra do Pantera. Nessa faixa também há incursões acústicas com linhas de violões dando aquela pegada de música erudita sem deixar a pancadaria sonora esfriar. Muito foda essa faixa.

Outra faixa em português é “Try” que evidencia o arranjo. A performance dos músicos está de parabéns, há um entrosamento que passa bastante energia e profissionalismo entre os integrantes.

Uma das melhores faixas, “Dying Star” começa com um riff cadenciado mas logo o Speed Thrash toma conta, encerrando o novo álbum em grande estilo.

Outro ponto extremamente positivo é o fato de o disco possuir apenas 6 faixas de estúdio, além de 4 bônus track ao vivo, gravadas em São Paulo no Centro Cultural Zapata.

Aqui a banda acertou dois coelhos com uma cajadada só. Entregaram um material de estúdio que não é extenso e por isso não soa cansativo ao mesmo tempo que com as faixas bônus podem mostrar um pouco de como é o Jarakillers ao vivo.

Um trampo muito foda e que me deixou muito orgulhoso. Parabéns à todos e viva ao Metal, viva à Música Pesada.

Ego Kill Talent – “Ego Kill Talent” (2017)

Formado em 2014 pelo fundador da banda Reação em Cadeia, Jonathan Corrêa (Vocal), juntamente com Theo van der Loo (Guitarra/ Baixo), Niper Boaventura (Guitarra/Baixo), Raphael Miranda (Bateria/Baixo) e Jean Dolabella (Bateria/Guitarra), o grupo Ego Kill Talent lança seu álbum auto intitulado.

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Gravado no Family Mob Studio, em São Paulo, o álbum foi produzido por Steve Evetts, que já trabalhou com nomes como The Dillinger Escape Plan, The Cure, Giraffe Tongue Orchestra, entre outros.

O álbum possui 10 faixas que trazem um Rock moderno e de muito bom gosto que transmite todo talento e experiência de seus integrantes. A dinâmica do álbum é interessante e também pode ser vista nos palcos, já que os músicos revezam entre os instrumentos, algo que confere uma pegada extremamente particular à cada faixa.

Melodias agradáveis e uma performance vocal de destaque trazem uma vibe mais Pop ao trabalho do Ego Kill Talent. Os arranjos conferem todo o peso e modernidade junto á influencias noventistas de bandas como Foo Fighters, Soundgarden e Queens of The Stone Age.

Destaque para “Just to Call you Mine”, “Last Ride” e “Sublimated”.

Ego Kill Talent é um trabalho nacional de excelente qualidade que merece muito ser conferido!