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R.I.V. Prog-Core “Welcome to Prog Core” (2016)

A banda R.I.V. Prog Core (Rhythms In Violence), foi formada em Belo Horizonte no ano de 1988, permanecendo ativa até 1996.

A formação original voltou para a gravação da DEMO “Welcome to Prog-core” (se desfazendo logo após) e nos entrega 4 faixas virulentas.

Criadores do estilo Prog Core, eles não se limitam apenas ao Progressivo e o Hardcore, há também umas pinceladas de Thrash Metal e Crossover, resultando em um som agressivo e áspero.

As 4 faixas captam perfeitamente a ideia da banda. Mesmo que a princípio seja um pouco confuso tantos riffs rápidos e variados com constantes quebras de ritmo, o som do grupo cativa a audição já de primeira.

Destaque para a insana “Freaks in Action”, essa faixa é sobrehumana.

Formação:
Helbert de Sá – vocal
Cláudio Freitas – guitarra
Rodrigo Boechat – baixo
Ricardo Parreiras – bateria

Músicas:
01 – Headache
02 – Animal
03 – Freaks In Action
04 – No… P.A.S.

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Jarakillers – “Still Macabre” (2017)

Direto da cidade de Manaus no Amazonas, a banda Jarakillers faz seu som fincado no Thrash Metal Old School mas com elementos de outros gêneros do Metal.

Lançando seu segundo álbum, “Still Macabre”, o Jarakillers desponta no cenário nacional como um dos grandes discos desse início de ano.

Em comparação com o primeiro álbum, “Macabre Tales of Dark River”, temos uma banda mais coesa, madura e evoluída. A identidade sonora se mantém, de forma mais concreta, mas com uma técnica mais apurada e melhor aplicada.

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A “Intro” é atmosférica, de clima sombrio nos leva para a faixa seguinte, “Mankind” que de cara já mostra uma produção bem superior a do disco anterior.

Uma sonoridade mais polida que mantém o peso e a densidade e que dá destaque ao groove dos riffs cadenciados das guitarras, característica marcante em todo o álbum.

O vocal também está melhor. Um timbre médio agudo, mais gritado.

Temos faixas em inglês e outras cantadas em português, como “Curupira” e a excelente “O Alien”.

“Empire” me lembra um pouco aquele groove encorpado entre baixo e guitarra do Pantera. Nessa faixa também há incursões acústicas com linhas de violões dando aquela pegada de música erudita sem deixar a pancadaria sonora esfriar. Muito foda essa faixa.

Outra faixa em português é “Try” que evidencia o arranjo. A performance dos músicos está de parabéns, há um entrosamento que passa bastante energia e profissionalismo entre os integrantes.

Uma das melhores faixas, “Dying Star” começa com um riff cadenciado mas logo o Speed Thrash toma conta, encerrando o novo álbum em grande estilo.

Outro ponto extremamente positivo é o fato de o disco possuir apenas 6 faixas de estúdio, além de 4 bônus track ao vivo, gravadas em São Paulo no Centro Cultural Zapata.

Aqui a banda acertou dois coelhos com uma cajadada só. Entregaram um material de estúdio que não é extenso e por isso não soa cansativo ao mesmo tempo que com as faixas bônus podem mostrar um pouco de como é o Jarakillers ao vivo.

Um trampo muito foda e que me deixou muito orgulhoso. Parabéns à todos e viva ao Metal, viva à Música Pesada.

No Trauma – “Viva forte até o seu Leito de Morte” (2016)

“O No Trauma, banda do Rio de Janeiro, foi fundada em 2011. Lançando no ano de 2012 a single intitulada “eis a minha mão” que foi a primeira aparição pública de expressão, alcançando uma abrangência relevante e de grandes resultado pra banda. Mas logo em 2013 a banda entrou em um processo de reestruturação completa, um Hiato não declarado. Esse foi um período de reorganização, criação e recrutamento.

A grande retomada foi por meio do lançamento da violenta e enérgica música VIVA FORTE com clipe, em Maio de 2015, a Banda carioca No Trauma redefine seu estilo e atualiza a pegada, pondo novamente o pé na estrada ao encorpar a nova imagem reestruturada.”

O primeiro álbum do grupo, “Viva Forte até o seu Leito de Morte”, traz uma banda altamente pesada e cheia de groove. Apresentando bastante qualidade em suas músicas, a banda conseguiu muitas criticas positivas em seu debut.

Ao mesclar tantos elementos, tais como Metalcore, Groove, Hardcore e Djent, eles conseguem se destacar com certa originalidade em seu som e isso tudo e reforçado pelas letras em português.

Hosmany Bandeira desfere vocais viscerais e cheios de fúria ao mesmo tempo que aplica um certo drama ao transitar entre vocais limpos e rasgados.

Marvin Tabosa é aquele tipo de baterista que aplica sua técnica com bastante precisão em conformidade com o que a música pede no momento, pavimentando todo o caminho para o restante da banda.

Johnny Boy completa esse trabalho de pavimentação ao mesmo tempo em que se contrapõe à guitarra, criando linhas competentes cheias de densidade.

Tunninho Silva é um guitarrista de mão cheia, que em certos momentos satura (de forma positiva) a música com sua metralhadora de riffs e mostra muita competência e coerência na hora de aplicar sua técnica.

“Viva Forte até o seu Leito de Morte” é um trabalho sem meio termo, você o ama ou o odeia, e que certamente ressalta a imensa qualidade e diversidade que a cena nacional vem demonstrando possuir.