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Fallen Idol – “Seasons of Grief” (2016)

Formada em 2012, na cidade de Arujá/SP, a banda Fallen Idol está lançando seu segundo álbum, “Seasons of Grief”, um trabalho que apresenta bastante qualidade já de cara, com um material físico muito bonito e bem trabalhado, que passa uma atmosfera lúgubre, soturna e torna a experiência mais orgânica.

A sonoridade se baseia no Doom Metal tradicional dos anos 80. Arranjos arrastados e densos com passagens bem desenvolvidas e atmosféricas resultam em um trabalho rico em referências á bandas clássicas como Candlemass Black Sabbath.

A citada atmosfera lúgubre e soturna permeia o álbum ao longo de suas 7 faixas num perfeito equilíbrio entre peso e cadência.

As faixas ” Seasons of Grief”, “Nobody’s Life” e “Unceasing Guilt” iniciam o álbum destacando arranjos arrastados e densos.

“Heading for Extinction” agrega mais peso ao som da banda, com uma pegada Thrash, através dos ótimos riffs de Rodrigo Sitta.

Com cara de clássico, “The Boy and The Sea” segue com peso e um dos melhores solos do álbum.

“Worsheep Me” traz de volta a cadência inicial e ressalta novamente que o Fallen Idol tem tudo para se tornar referência nacional no gênero.

Fechando o álbum temos a faixa “Satan’s Crucifixion”, um Heavy Metal tradicional. Essa faixa lembra bastante o som que o Black Sabbath fez em seus dois primeiros álbuns.

A performance de Rodrigo Sitta me surpreendeu, pois além dos riffs bem característicos e dos solos que se encaixam perfeitamente nos arranjos, suas linhas vocais mostram que ele tem bastante destreza na hora de tocar e cantar.

Márcio Silva é aquele tipo de baixista que consegue soar tão interessante quanto o guitarrista, soando técnico e preciso mas também cheio de feeling.

Na bateria, Ulisses Campos faz seu trabalho com muito bom gosto, criatividade e técnica também.

Fallen Idol é mais uma banda que está aí para acrescentar qualidade à cena e proporcionar a boa música para quem procura.

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Vários Artistas – “Black Sabbath:The CVLT Nation Sessions” (2017)

O CVLT Nation, site/revista eletrônica especializada na música obscura, reuniu grandes nomes da atual cena de Doom Metal em um tributo aos grandes mestres do Black Sabbath, os quais foram pioneiros no estilo plantando as sementes deste gênero macambúzio.

Numa regravação das 8 faixas que compõem o álbum de estreia do Black Sabbath, as bandas que participam do tributo apresentam suas versões em uma performance ímpar. Esse é um dos grandes destaques desse tributo, pois cada releitura traz um toque de originalidade e bastante identidade em cada faixa.

Algumas se mantiveram mais fiéis ás versões originais e outras optaram por uma interpretação com mais liberdade, mas sem produzir algo descaracterizado.

Como exemplo temos uma versão mais arrastada para a faixa “Black Sabbath”; uma reinterpretação totalmente insana e macabra para “The Wizard” (minha favorita), e uma versão soturna de “N.I.B.”, com destaque para as linhas vocais.

FAIXAS:

01. Beastmaker – Black Sabbath
02. CHRCH – The Wizard
03. Jupiterian – Behind the Wall of Sleep
04. Mindkult – N.I.B.
05. Witchthroat Serpent – Evil Woman
06. Frown – Sleeping Village
07. Trapped Within Burning Machinery – Warning
08. Space Bong – Wicked World

Ruínas de Sade – “Ruínas de Sade” (2016)

Banda da cidade de Brusque, Santa Catarina, que faz um som pesado, denso e caracteristicamente lento.

Conheci o trabalho dessa banda através da página Metal na Lata, onde faço parte da equipe de editores.

Particularmente considerando que um bom álbum, além de boa música, tem que possuir uma capa que tome a atenção do público, tem que passar a mensagem do que há naquele disco e aumentar o nosso desejo de  querer conhecer sua música, afirmo que inicialmente foi o que me chamou atenção neste trabalho.

Essa capa em cor de papel velho com uma gravura altamente detalhista e quase monocromática de um Cthulhu (entidade cósmica criada pelo escritor de terror H. P. Lovecraft), a representação da desolação, terror e morte, consegue refletir com exatidão o tipo de música da banda.

Totalizando pouco mais de 30 minutos com apenas três faixas, o álbum não soa monótono nem cansativo, possui dinâmica e um leque de detalhes que te prendem até o fim da audição.

Os riffs são bem característicos, com um toque de Rock Progressivo se estendendo aos solos. Outra característica interessante são as letras em português, algo que deu muito certo e deixou as músicas mais intimistas.

Quem ama música arrastada, com bastante peso e densa, certamente vai curtir muito esse álbum. Os caras priorizaram uma produção crua e caseira, bem suja, que torna o som muito mais visceral.

Hugo Grubert, não atoa, fazia vocal numa banda cover do Black Sabbath. Sua voz não possui o timbre que lembre o de Ozzy Osbourne, mas a forma de cantar tem a mesma peculiaridade que a do Madman.

Com certeza, a Ruínas de Sade é uma das grandes promessas do underground nacional.