Stonex – “Seeds of Evil” (2014)

Apresentando essa banda da cidade de Aracaju/SE temos o EP “Seeds of Evil”, com 4 faixas e uma produção que evidencia toda a qualidade da banda.

Eles fazem um som guiado pelas raízes tradicionais do Heavy Metal e do Hard Rock que reverencia os anos 70 e início dos anos 80 sem toda aquela lapidação e brilho das produções modernas.

Com esse direcionamento sonoro e uma material gráfico bem simples a banda faz jus ao termo underground, agregando bastante qualidade ao cenário nacional.

As 4 faixas destoam harmoniosamente umas das outras sem perder a identidade, resultado da criatividade musical da banda que consegue unir todos os seus elementos característicos e influências em músicas simples, diretas e bem construídas.

O vocal de Pedro Ramon  Guerreiro é rouco, não como o de Lemmy Kilmister, lembra mais Black Lawless mais contido.

A excelente performance de baixo em “Seeds of Evil” foi gravada por Atílio Bass, o qual teve que deixar o posto no final de 2016, atualmente quem comanda as cordas graves é Alessandro  Mongini.
Os riffs sabbáticos e quase hipnóticos do início de “Maggots in my Brain” são cortesia de Mark Hazz. Sua marca registrada, além dos ótimos timbres, são os solos classudos com aquele toque selvagem de Jimmy Hendrix e K.K. Downing.

O “maestro” Adriano Tavares conduz as baquetas em uma performance espetacular. Não se limitando à apenas bumbo duplo e caixa, conferindo uma marcação enérgica e dinâmica para cada faixa.

Espero que a banda continue nessa pegada vintage e logo mais, lance um álbum completo.

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Elephant Casino – “Believe” (2016)

Surgida recentemente no ano de 2015 em Belo Horizonte/MG, a banda Elephant Casino lança seu EP de estréia, “Believe”, já despontando como um dos grandes nomes do estilo na cena nacional, gerando boas expectativas em torno do seu trabalho.

O potencial de cada músico se destaca de forma bem dosada e espontânea através das 4 faixas do EP, onde a banda se mostra bastante entrosada. 

Os timbres estão muito bonitos e destacados, principalmente os da guitarra, aliás, os riffs de Rafael Fajardo são excelentes, eles conseguem fixar no seu cérebro e caracterizar cada faixa.

O desempenho entre baixo de Vinyboy Silveira e a bateria de Diego Sans se destaca de forma eficiente, destacando-se o timbre grave e macio do baixo e suas linhas melódicas.

Os vocais de Fabrício Araújo possuem uma amálgama de influências notáveis como Ian Gillan, Glenn Hughes, Blaze Bayley e Bruce Dickinson, mas nada que pareça imitação, visto que ele utiliza muito bem sua técnica junto à essas influências.

Apesar de apenas 4 faixas, temos aqui, tudo que uma boa banda de Hard Rock pode oferecer:

Uma faixa de abertura empolgante, “Believe”, que já inicia o disco em grande estilo, impregnada de dopamina em sua melodia viciante;

Uma baladinha como a “Stardust”, com cara de anos 70, de tema meio psicodélico e bem atmosférica;

Um Hard Rock mais clichê, neste caso, a faixa “Return” vem bem na vibe dos anos 90, mais voltado para o Pop, e aquela faixa mais pesada, com uma pegada Heavy Metal e um solo foderoso se idealiza em “The Haze”.

Sem dúvidas esse belo trabalho desperta o interesse do público pela banda, nos deixando ansiosos pelo seu Full Length.

Concept of Hate – “Black Stripe Poison” (2015)

Banda de Santo André, formada em 2009 e que tem a proposta de soar tão pesada quanto o sentimento de ódio (daí o nome Concept of Hate).

A banda passou por algumas formações desde que foi criada, mas posso afirmar que em seu EP, “Black Stripe Poison”, o grupo mostra uma excelente química.

Eles não definem um gênero específico para seu som, mas entre as 4 faixas de seu EP fica evidente a forte influencia de vertentes mais extremas como Death e Thrash Metal.

Há bastante peso com andamentos cadenciados e muito groove como na faixa título, a qual mostra essas características de forma balanceada.

Na segunda faixa, “In Human Nature”, sobressai a técnica e agressividade do Death Metal numa pegada Old School Bem na linha do Morbid Angel. O excelente trabalho entre baixo e bateria torna esta, a minha favorita.

Pantera e Slayer são influências que tornam-se evidentes na excelente “Chaospiracy”. Destaque para o vocal agressivo e encorpado de Flávio  Giraldelli.

“Sanity is Not an Option” é outra ótima faixa, viciante, sintetiza todas as características da banda. Ela tem um pouco de Speed Thrash, um pouco de groove cadenciado e com riffs que me lembram alguma coisa do Running Wild em seu álbum “Under Jolly Roger” e também, algo das palhetadas de Jon Schaffer o que denota qualidade e uma elaboração rica ao som do Concept of Hate.

Atualmente a banda trabalha na gravação de seu álbum de estréia, então podemos aguardar mais um ótimo trabalho na cena nacional.