Impellitteri – “Venom” (2015)

Competência é o que você pode esperar desse álbum rápido, pesado e técnico. Combinação perfeita entre o Speed e o Heavy Metal do início ao fim com influências do Metal Neoclássico muito bem aplicadas.

Rob Rock é mais um dos grandes vocalistas em atividade atualmente (não é à toa que é conhecido como “A voz do Metal Melódico), mesclando perfeitamente peso e melodia em sua voz.

O guitarrista virtuoso Chris Impellitteri goza de toda sua técnica e velocidade com solos bronhentos para os fans de shred, tornando se repetitivo às vezes, porém, quem brilha mesmo nesse álbum é o baterista Jon Dette ( ex-Testament, Slayer) que traz todo o peso e velocidade com o excelente trabalho de pedal duplo e viradas muito bem executadas.

Vale conferir esse trabalho cheio de velocidade e melodias chiclete.

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Fallen Idol – “Seasons of Grief” (2016)

Formada em 2012, na cidade de Arujá/SP, a banda Fallen Idol está lançando seu segundo álbum, “Seasons of Grief”, um trabalho que apresenta bastante qualidade já de cara, com um material físico muito bonito e bem trabalhado, que passa uma atmosfera lúgubre, soturna e torna a experiência mais orgânica.

A sonoridade se baseia no Doom Metal tradicional dos anos 80. Arranjos arrastados e densos com passagens bem desenvolvidas e atmosféricas resultam em um trabalho rico em referências á bandas clássicas como Candlemass Black Sabbath.

A citada atmosfera lúgubre e soturna permeia o álbum ao longo de suas 7 faixas num perfeito equilíbrio entre peso e cadência.

As faixas ” Seasons of Grief”, “Nobody’s Life” e “Unceasing Guilt” iniciam o álbum destacando arranjos arrastados e densos.

“Heading for Extinction” agrega mais peso ao som da banda, com uma pegada Thrash, através dos ótimos riffs de Rodrigo Sitta.

Com cara de clássico, “The Boy and The Sea” segue com peso e um dos melhores solos do álbum.

“Worsheep Me” traz de volta a cadência inicial e ressalta novamente que o Fallen Idol tem tudo para se tornar referência nacional no gênero.

Fechando o álbum temos a faixa “Satan’s Crucifixion”, um Heavy Metal tradicional. Essa faixa lembra bastante o som que o Black Sabbath fez em seus dois primeiros álbuns.

A performance de Rodrigo Sitta me surpreendeu, pois além dos riffs bem característicos e dos solos que se encaixam perfeitamente nos arranjos, suas linhas vocais mostram que ele tem bastante destreza na hora de tocar e cantar.

Márcio Silva é aquele tipo de baixista que consegue soar tão interessante quanto o guitarrista, soando técnico e preciso mas também cheio de feeling.

Na bateria, Ulisses Campos faz seu trabalho com muito bom gosto, criatividade e técnica também.

Fallen Idol é mais uma banda que está aí para acrescentar qualidade à cena e proporcionar a boa música para quem procura.