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Ficção científica inspira registro de estreia do Galactic Gulag

To The Stars By Hard Ways é rock psicodélico instrumental direto de Natal/RN

Os riffs enigmáticos e pesados logo nos primeiros segundos de ‘Home‘, a primeira música do álbum To The Stars By Hard Ways, anunciam que a viagem pelas outras quatro músicas trarão vibrações diversas num rock instrumental misturado à psicodelia, space rock, rock n’ roll, progressivometal. No disco de estreia, a Galactic Gulag apresenta um grandioso experimento sonoro, que a Abraxas Records lança nas principais plataformas de streaming e já disponível em https://onerpm.lnk.to/GalaticGulag.  

Também inspirado em quadrinhos, cinema underground e teorias da conspiraçãoTo The Stars By Hard Ways é a trilha sonora do Galactic Gulag, um planeta onde todos são condenados a trabalhos forçados até a morte por desgosto. A premissa, sem dúvida, torna a audição ainda mais envolvente, mas cada música, individualmente, carrega uma energia única que demonstra o poder criativo e o espírito de jam session do quarteto de Natal (Rio Grande do Norte), formado por César Silva (bateria), Gabriel Dunke (baixo), Breno Xavier (guitarra) e Pablo Dias (guitarra solo). 

Formada em 2015, a Galactic Gulag se move por meio da espontaneidade e desejos do inconsciente dos integrantes, mas cujo produto final – as cinco longas músicas de To The Stars By Hard Ways – é rigorosamente lapidado, recheado de detalhes, climatizações, nuances de samplers e nenhuma lacuna sonora. Tem a ver com a busca da banda pela perfeição: no início de cada ensaio, o quarteto realiza uma jam para exercitar a repetição de riffs, apurar os arranjos e os solos mais longos. 

Com o álbum lançado, é hora de ganhar o universo na primeira turnê entre-mundos e se apresentar quantas vezes e em quantos lugares diferentes forem possíveis! Dentre os shows realizados pela Galactic Gulag, destaque para a participação no prestigiado Festival DoSol, na edição de 2016. 

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Voodoo Shyne: novo ábum “Dispassion” já está disponível em todas as plataformas digitais (Deezer, Spotify, Itunes, Amazon).

O título “Dispassion” foi retirado do filme “Os Oito Odiados” de Quentin Tarantino e pode ser traduzido como desapego, imparcialidade, objetividade, ou em outras palavras o oposto de paixão.

Apresentando uma sonoridade híbrida com riffs distorcidos e melodias colantes, teve influência de bandas como Queens of the Stone AgeEagles of Death MetalMotorhead e Black Sabbath

Cantado em inglês e português abre os caminhos para novas experimentações musicais com desapego total às tendências, mas sem deixar de ser um genuíno disco de rock.

Além dos baixos, vozes e synths de Voodoo Shyne, o line up conta com Estevan Sinkovitz (Marrero) nas guitarras e Danilo Cremasco na bateria.

O álbum teve produção conjunta de Tiago Hóspede (Worst), Voodoo Shyne e Estevan Sinkovitz e participação de Maurício Figueiredo nas guitarras e synths.

Mais Informações :

www.facebook.com/vshyne

www.soundcloud.com/voodooshyne

www.youtube.com/voodooshyne

www.instagram.com/voodooshyne

Coletânea Roadie Metal Vol. 6&7 (2016)

Pra quem procura conhecer um pouco mais da cena do metal brasileiro, a coletânea Roadie Metal é um projeto que vem expandindo fronteiras, promovendo bandas de todo o país e trazendo muita música pesada de qualidade.

Um trabalho primoroso que vem sendo disponibilizado gratuitamente em formato físico e, desde sua segunda edição, em CD duplo.

Quem encabeça o projeto é o nosso amigo Gleison Júnior, apresentador do programa de rádio Roadie Metal.

Os volumes 6 e 7 trazem bandas de vários gêneros dentro do Metal, agradando à todos os gostos. As músicas também passam por um processo de produção para não soarem sem dinâmica.

O encarte contém informações básicas sobre cada banda e a arte é assinada pelo artista Marcelo Nespoli.

Todas as bandas merecem destaque, mas certamente algumas me chamaram bastante atenção.

No vol. 6 destaco Torture Squad, banda já consagrada na cena nacional; The Goths, altamente influenciada pelo Metallica, mas com identidade própria; Project Black Pantera, Rock raçudo que tem representado o Brasil em grandes festivais estando no lineup do Download Festival 2017; Black Tríad do ilustre Ricardo Arrone; Kyballium, se destaca pelas linhas vocais e arranjo bem elaborado; M-19 que possui um trabalho excelente e está entre os melhores do metal nacional; Vorgok, Thrash Metal visceral e FireGun com uma faixa muito foda do seu EP.

Vol. 7 temos HerynDae, metal clássico já resenhado aqui; Vodoopriest; Monstractor; Death Chaos,Death Metal de altíssima qualidade e Melanie Klain, uma das melhores bandas da atualidade.

Sprague Dawley – “Missing Peace” (2017)

Após 3 anos do laçamento de “Remind Me”, seu trabalho de estréia, a banda está lançando o ótimo “Missing Peace”. Fundada em 2008, a Sprague Dawley faz um som vibrante que mistura elementos de Grunge, Pop e Hard Rock.

Com influências evidentes de bandas como Pearl Jam e InFlames, a banda não tenta reinventar a roda e acerta em cheio com músicas bem elaboradas e diretas.

A performance vocal se destaca durante a audição do disco, soando dramática (It Forever), sedutora (It’s Not Over), melancólica (Another Day) e também enérgica na maior parte do álbum.

Apesar de conter 12 faixas, não cansei de ouvir este álbum. Isso tudo por que a banda se mostra bastante harmoniosa. As influências de música pop e Rock tornam o trabalho viciante.

Quero destacar as faixas “Where The Hell”, “It’s Not Over” e a faixa título.

https://m.facebook.com/Sprague-Dawley-473123302747437/?locale2=pt_BR

The Baggios – “Brutown” (2016)

Criada em 2004, The Baggios é um duo sergipano de Blues Rock cheio de personalidade e que apresenta em “Brutown”, seu terceiro disco de estúdio, um trabalho com bastante identidade, marcado pelo peso e paixão do Rock clássico, a atmosfera expressiva do Blues, o brilho do Jazz e a sagacidade do Funk.

“Brutown” tem por conceito uma cidade que beira o caos. Os temas das músicas seguem o cotidiano do Brasil e do mundo pela visão lírica de seu poeta. “Estigma” e “Brutown”, falam sobre violência e tempos sombrios, em “Sangue e Lama” a banda retrata a tragédia de Mariana (Minas Gerais) e o massacre no Bataclan, em Paris.

Ampliando seu leque de possibilidades musicais em seus arranjos, o duo se torna um trio e convida o músico Rafael Ramos (teclas e baixo) para somar nas gravações de “Brutown”. Desse leque de possibilidades surge um trabalho bem elaborado que expande a musicalidade da banda. Além disso, o The Baggios convidou artistas que de alguma maneira fazem parte de suas influências musicais.

Jorge Du Peixe (Nação Zumbi), canta em “Saruê”, Fernando Catatau (Cidadão Instigado), toca guitarra em “Soledad”, Emmily Barreto (Far From Alaska), empresta sua voz para “Estigma”, Gabriel Thomaz e Erika Martins (Autoramas) fazem backing vocal em “Desapracatado”. Além deles, Felipe Ventura (Baleia) toca violino e fez arranjo de cordas em “Soledad” e “Miquin”.

O que temos aqui é uma espécie de mistura entre Raul Seixas e Lenine (o sotaque denota uma textura mais raíz ao som da banda) que toca muito bem guitarra, acompanhado por excelentes músicos e contando com participações valorosas do meio da música underground.

Freedom Fuel – “Happy People” (2017)

Fundado em 2015 na cidade de Helsinki, o trio de Rock, Freedom Fuel disponibiliza através da Secret Entertainment, seu álbum de estreia nas principais plataformas digitais. Formado por músicos experientes da cena underground da Finlândia, o trio esbanja musicalidade e qualidade em um trabalho muito bem direcionado.

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As 10 faixas tem suas raízes no Rock e no Blues, resultando em uma mistura muito bem homogeneizada. O trio é bem elétrico e eclético, toda a experiência dos músicos se reflete nas composições, transmitindo uma sensação de que é tão simples e fácil fazer música de boa qualidade.

Gostei bastante desse trabalho, direto e despretensioso, divertido. Mostra que o trio tem personalidade e equilibra muito bem modernidade e alguns elementos setentistas.

A produção ficou por conta de Jukka Puurula, o qual fez um ótimo trabalho. Os 3 instrumentos conseguem se destacar muito bem cumprindo sua função, há uma densidade e peso que preenchem muito bem o panorama (a forma como o contrabaixo se destaca é algo que gosto muito).

Destaque para as faixas “Leave it Behind”, “Let Them Go”, “I Can’t Come”. Aliás, se você gostar da primeira faixa, com certeza vai apreciar o restante do álbum.

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RückWater – “Bonehead” (2017) – EP

Posso afirmar que a capa de “Bonehead”, o terceiro EP da banda e que será lançado pela Secret Entertainment, transmite muito bem o tipo de música feita pelo Rückwater, com várias faces e cores as quais convergem em uma única forma. O poderoso trio finlandês une o peso do Heavy Metal, a crueza do Punk e a flexibilidade do Rock Alternativo, tudo isso amarrado por um Stoner/Desert Rock cheio de energia e dinâmica.

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“Once More” inicia o Disco com um riff de Rock cativante e o título da faixa serve como um prenúncio, pois certamente você ouvirá esse disco mais de uma vez. Os vocais agressivos e arranjos transformam a faixa em um Southern pesado e encorpado.

“No Gain” tem uma energia Punk em seu arranjo, com vocais que misturam elementos de Rock Alternativo e linhas mais pesadas. Essa variação entre vocais suaves e pesados se divide entre o baixista Jussi Vehman e o guitarrista Make Makkonen.

A cadenciada “Labyrinth” é um Grunge mais direto, uma baladinha que vai evoluindo até ganhar peso vocal. Lembra um pouco o Guns N Roses.

“Super Frustation” é um Thrash com pegada Punk, rápida e direta. A faixa com duração mais curta.

A faixa título sintetiza bem a proposta da banda. Rock com sonoridade Stoner e bastante energia bem na linha do Rival Sons. Ela é bem cativante e envolvente, infelizmente é mais uma faixa curta

A última faixa é a que mais possui elementos de Rock Alternativo e também a mais longa, com vocais e arranjos cheios de elementos pertencentes ao gênero. Possui uma atmosfera inebriante guiada por um excelente trabalho de guitarra. Da metade para o fim ela é conduzida numa vibe psicodélica e finaliza o disco em grande estilo.

Certamente o trio do Rückwater é uma banda em ascensão que já possui experiência e maturidade em seu som para o lançamento de um Full Length.

Integrantes:

-Jussi Vehman – Voz e Baixo
-Make Makkonen – Voz e Guitarras
-Jape Makkonen  – Bateria

Vários Artistas – “Black Sabbath:The CVLT Nation Sessions” (2017)

O CVLT Nation, site/revista eletrônica especializada na música obscura, reuniu grandes nomes da atual cena de Doom Metal em um tributo aos grandes mestres do Black Sabbath, os quais foram pioneiros no estilo plantando as sementes deste gênero macambúzio.

Numa regravação das 8 faixas que compõem o álbum de estreia do Black Sabbath, as bandas que participam do tributo apresentam suas versões em uma performance ímpar. Esse é um dos grandes destaques desse tributo, pois cada releitura traz um toque de originalidade e bastante identidade em cada faixa.

Algumas se mantiveram mais fiéis ás versões originais e outras optaram por uma interpretação com mais liberdade, mas sem produzir algo descaracterizado.

Como exemplo temos uma versão mais arrastada para a faixa “Black Sabbath”; uma reinterpretação totalmente insana e macabra para “The Wizard” (minha favorita), e uma versão soturna de “N.I.B.”, com destaque para as linhas vocais.

FAIXAS:

01. Beastmaker – Black Sabbath
02. CHRCH – The Wizard
03. Jupiterian – Behind the Wall of Sleep
04. Mindkult – N.I.B.
05. Witchthroat Serpent – Evil Woman
06. Frown – Sleeping Village
07. Trapped Within Burning Machinery – Warning
08. Space Bong – Wicked World

Ego Kill Talent – “Ego Kill Talent” (2017)

Formado em 2014 pelo fundador da banda Reação em Cadeia, Jonathan Corrêa (Vocal), juntamente com Theo van der Loo (Guitarra/ Baixo), Niper Boaventura (Guitarra/Baixo), Raphael Miranda (Bateria/Baixo) e Jean Dolabella (Bateria/Guitarra), o grupo Ego Kill Talent lança seu álbum auto intitulado.

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Gravado no Family Mob Studio, em São Paulo, o álbum foi produzido por Steve Evetts, que já trabalhou com nomes como The Dillinger Escape Plan, The Cure, Giraffe Tongue Orchestra, entre outros.

O álbum possui 10 faixas que trazem um Rock moderno e de muito bom gosto que transmite todo talento e experiência de seus integrantes. A dinâmica do álbum é interessante e também pode ser vista nos palcos, já que os músicos revezam entre os instrumentos, algo que confere uma pegada extremamente particular à cada faixa.

Melodias agradáveis e uma performance vocal de destaque trazem uma vibe mais Pop ao trabalho do Ego Kill Talent. Os arranjos conferem todo o peso e modernidade junto á influencias noventistas de bandas como Foo Fighters, Soundgarden e Queens of The Stone Age.

Destaque para “Just to Call you Mine”, “Last Ride” e “Sublimated”.

Ego Kill Talent é um trabalho nacional de excelente qualidade que merece muito ser conferido!