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Morcrof – ” Codex Gnosis Apokryphv:Porta Ex Solis Svrsvm Aqvilonem” (2015) 

A banda de Black Metal, Morcrof é um dos grandes nomes do metal extremo nacional. Há 25 anos no cenário underground, possui inúmeros trabalhos e em 2015 a banda lançou o single “Codex Gnosis Apokryphv: Porta Ex Solis Svrsvm Aqvilonem“.

O single contém 2 faixas, onde a primeira, “Prealvdivm: Aperite Portae“, é uma instrumental lúgubre, bem atmosférica que prenuncia a excelente “Portae Ex Solis Svrsvm Aqvilonem“. 

A faixa começa pesada, com uma bateria marcante e riffs rápidos. Seu refrão possui uma pegada épica, marcado por linhas de contrabaixo criativas e harmonias de teclado que preenchem a atmosfera Dark acompanhadas pelos vocais que transitam entre o lírico e o agressivo.


                        Membros :

Tom Kantele-Vaino – Vocais 
Pétros Nilo – Guitarras e Teclado 
R’Bressan – Guitarras 
Paullus Moura – Contrabaixo e Vocais 
R’Herton – Bateria 
                           Faixas :

01 – Prealvdivm:Aperite Portae 

02 – Portae Ex Solis Svrsvm Aqvilonem 

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Matakabra – “Prole” (EP) (2016) 

“O casamento realizado pelo poder econômico entre o Estado e a mídia gerou incontáveis frutos. Uma prole maldita que se reproduz a cada noticiário, capa de jornal e narrativa mórbida da rádio matinal”.

A banda pernambucana Matakabra surgiu em 2015 e no ano seguinte, lançaram seu primeiro EP, Prole, trazendo pancadaria das boas, com sua sonoridade inspirada em gêneros como o Black Metal, Thrash e o Deathcore criando um trabalho brutalmente cativante. 

As letras cantadas em português realçam a mistura de fúria e dor, principalmente na faixa de abertura, “Executado”, onde o vocal de Rodrigo Costa vai de um gutural grave à timbres rasgados em linhas vocais viscerais, casando perfeitamente com o ritmo frenético e explosivo da faixa.  

O peso continua em “Pesadelo”, com destaque para os arranjos de guitarra. Fernando Marques e Blico Paiva conduzem as 8 cordas com maestria, ditando o andamento da música através de riffs ora rápidos, ora cadentes e cheios de groove.

“Prole” nomeia o EP,  tem um arranjo muito bem trabalhado e mostra a banda numa química espetacular.O peso brutal aliado a técnica do grupo ficam em bastante evidência. O destaque aqui fica por conta das linhas de contrabaixo de Rafael Coutinho e a bateria certeira de Theo Espindola, além da participação de Bruno Saraiva nos teclados.

A excelente arte da capa ficou por conta do Felipe Vaz e para a produção a banda adotou a filosofia do faça você mesmo.


Músicas:

1.  Executado  

2. Pesadelo 

3. Prole 

Membros :

Voz: Rodrigo Costa

Guitarras: Fernando Marques e Blico Paiva

Baixo: Rafael Coutinho

Bateria: Theo Espindola

Participação: Bruno Saraiva

Dr Kong – “Protagonista” (2016) 

A década de 80 culminou no ápice do Rock brasileiro, proliferando inúmeras bandas e artistas que guiaram toda uma geração e até hoje, mesmo que de forma mais amena e descontextualizada, ainda inspiram algumas mentes perdidas.

Das bandas mais populares dessa leva, temos a Legião Urbana, Titans, Barão Vermelho e Paralamas do Sucesso, com várias canções imortalizadas nas inúmeras rodas de violão. 

Atualmente é raro encontrar bandas que façam esse tipo de som de forma autoral, unindo o Blues ao Rock e adicionando aquele espírito tempestuoso nas suas performances, porém, em meio a essa raridade encontro esta banda, Dr Kong, a qual consegue fazer isso de forma magnífica. 
A banda é da cidade de Goiânia, foi formada em 2015 e no ano seguinte lançam o debut “Protagonista“.

Esse é um trabalho que me emocionou, pois eu nasci na década de 80, cresci e cheguei à maturidade ouvindo muita música feita nessa época. 

As 13 faixas mostram uma banda firme, com suas influências e seus direcionamentos bem definidos. 

Iniciando o álbum com a faixa título, já em seus primeiros acordes, a banda mostra sua proposta com bastante clareza. 

Arranjos com dinâmica cativante, que te conduzem através dos riffs oitentistas das guitarras de Eliel Carvalho e Gustavo de Carvalho, sempre criativos e intuitivos, como é visto nas faixas “Protagonista“, “Fale Tudo” e a excelente “Honoráveis Primatas“. 

Todas as canções possuem ótimos refrões, daqueles que ficam ecoando na sua cabeça e apesar de boas linhas melódicas, na primeira metade do álbum há uma certa linearidade entre elas que deve ser evitada no próximo trabalho.

O vocal de Flávio de Carvalho é bem agradável, grave e profundo, lembra bastante o Frejat. Merece um pouco de punch e não estacionar nas regiões mais graves traria uma dinâmica com mais feeling para as músicas. É notável como sua voz combina perfeitamente com as canções mais intimistas numa leveza melancólica bem inspirada.

A famosa cozinha se destaca em todas as faixas. As linhas de contrabaixo são um show a parte pelas mãos de Gustavo Silva, com fraseados notáveis e que trazem aquele groove enérgico para os arranjos.

Wagner Arruda conduz com maestria a dinâmica do grupo no estilo old school, mostrando que bateria não é apenas pedal duplo e caixa.

Por fim, esse trabalho do Dr Kong é mais uma das gratas surpresas do cenário atual. Um grande presente aos fãs e saudosistas do Rock nacional.


Faixas :

Tracklist:

1- Protagonista

2- Fale Tudo

3- Honoráveis Primatas

4- Olho do Furacão

5- Consciência

6- Superficial

7- Indignação

8- Não Perca o Humor

9- Raregeito

10- Passos

11- Me Chame essa Noite

12- Por Sorte

13- Metanoia

Membros :

Flávio de Carvalho – vocais
Eliel Carvalho – guitarras
Gustavo de Carvalho – guitarras
Gustavo “Cachopps” Silva – baixo
Wagner “Capucho” Arruda – bateria

R.I.V. Prog-Core “Welcome to Prog Core” (2016)

A banda R.I.V. Prog Core (Rhythms In Violence), foi formada em Belo Horizonte no ano de 1988, permanecendo ativa até 1996.

A formação original voltou para a gravação da DEMO “Welcome to Prog-core” (se desfazendo logo após) e nos entrega 4 faixas virulentas.

Criadores do estilo Prog Core, eles não se limitam apenas ao Progressivo e o Hardcore, há também umas pinceladas de Thrash Metal e Crossover, resultando em um som agressivo e áspero.

As 4 faixas captam perfeitamente a ideia da banda. Mesmo que a princípio seja um pouco confuso tantos riffs rápidos e variados com constantes quebras de ritmo, o som do grupo cativa a audição já de primeira.

Destaque para a insana “Freaks in Action”, essa faixa é sobrehumana.

Formação:
Helbert de Sá – vocal
Cláudio Freitas – guitarra
Rodrigo Boechat – baixo
Ricardo Parreiras – bateria

Músicas:
01 – Headache
02 – Animal
03 – Freaks In Action
04 – No… P.A.S.

Apple Sin – “Apple Sin”(2017)

Essa é uma banda que vou querer acompanhar e espero que evolua a cada novo trabalho, pois há muito potencial aqui. Quem curte o metal de linhas tradicionais e que nos remete principalmente ás bandas da NWOBHM deve dar uma conferida no trabalho de estréia dessa galera da cidade de Barroso/MG.

A estréia da banda Apple Sin se dá por um trabalho cheio de potencial e que foi muito bem elogiado pela mídia especializada. No total são 10 faixas, com alguns grandes momentos como nas músicas “Apple Sin” (puro anos 80) e “Another Day”, onde a alma do Metal tradicional transborda, seja pela energia contida nos riffs, pelo contrabaixo pulsante e de linhas bem elaboradas que fazem uma ótima dinâmica com a bateria ou pelos vocais que mostram sua inspiração sem emular Bruce Dickinson.

Essas duas faixas mostram a paixão da banda pelo Metal, juntamente com a bônus track “Roadie Metal”, hino que homenageia um dos maiores veículos de comunicação da cena nacional.

Apesar das referências musicais estampadas de forma bem nítida é perceptível que a banda ainda está buscando definir seu som. Temos uma produção bem orgânica e simples que ressalta os timbres crus das guitarras, mas que na contramão nos carece de um peso extra na bateria, algo que traria um impacto maior nas músicas.

A notável influencia do Iron Maiden sobre o grupo confere aquele toque de reverência aos mestres, mas é uma característica que impregna alguns momentos do álbum de maneira bastante forte, principalmente nas linhas vocais mais agudas de Patric Belchior. Este por sua vez, mostra que possui variações de timbre que merecem ser exploradas de forma melhor e faz isso de maneira bem equilibrada na excelente trinca “Fire Star” (mesmo soando como um petardo perdido do Iron Maiden), “Black Hole” e “Roaches Blood”.

Nessas três faixas a banda mantém um pé no tradicional ao mesmo tempo em que adiciona uma pegada mais Thrash e moderna em seus arranjos, nos mostrando um direcionamento que poderia ser tomado como foco em seu próximo álbum.

Todos os músicos são excelentes, mas uma característica marcante é o trabalho de guitarra da dupla Beto Carlos e Tainan Vilela que entre tantos riffs poderosos e solos grandiosos, merecem um destaque maior na faixa “Sea of Sorrow”, que possui um solo amparado pelas harmonias de teclado conseguindo criar uma atmosfera memorável.

Os dois pontos baixos do álbum são a breve instrumental que inicia o disco (numa tentativa de criar uma atmosfera serena a ser quebrada pelos riffs iniciais de “Sea of Sorrow”) e “Respect”, uma balada que soa meio deslocada do álbum, mas ressalta que o vocalista possui outros timbres e variações vocais que merecem ser exploradas.

Esse é mais um trabalho do nosso underground que vale a pena ser conferido!

    Faixas : 
01. Intro
02. Sea Of Sorrow
03. Darkness And World
04. Apple Sin
05. Another Day
06. Respect
07. Fire Star
08. Black Hole
09. Roaches Blood
10. Roadie Metal (bonus-track)

Membros:
Patric Belchior – vocais
Beto Carlos – guitarras
Tainan Vilela – guitarras
Raul Ganso – baixo
Eduardo Rodruigues – bateria
Phillipe Belchior – teclados (adicional)

 

Fatal Scream – “From Silence to Chaos” (2016)

Da cidade de Ribeirão Preto/SP, a banda Fatal Scream lança seu debut, “From Silence to Chaos”.

Sendo uma banda relativamente nova, idealizada em 2012, e que está lançando seu primeiro trabalho com tamanha qualidade, a banda inicia sua carreira chegando com os dois pés na porta.

Sua sonoridade é uma mistura bem dosada de estilos como o Thrash, Power e o Heavy Metal, o que resulta em um trabalho com peso, técnica e dinâmica na dose certa.

Os riffs encorpados e a cozinha densa destacam essas características, acompanhados pelas fortes melodias do poderoso vocal de Carol Lima, grande destaque desse álbum.

Faixas como “Killer Wolf”, com seu peso e refrão pegajoso, “Before The Judgement”, a qual soa como um clássico atemporal e “Betrayer”, agressiva e cheia de groove mostram que a banda caminha com bastante segurança dentro dos estilos citados.

Outro ponto forte nesse trabalho é a produção sonora. O trabalho feito por Rômulo Felício, no Under Studio, possui clareza e naturalidade entre o equilíbrio de cada timbre sem perder o peso e a agressividade sonora da banda.

O único ponto fraco, mas não menos importante, é o material gráfico.

A capa está interessante, mas no interior do encarte as letras estão espremidas, algumas legíveis e outras de difícil visualização.

Numa era onde o download gratuito reina, acho que as bandas (principalmente da cena underground) deveriam investir um pouco mais na qualidade de seu produto final, não desmerecendo a parte gráfica e tornando a, assim, um atrativo a mais.

Carol Lima (Vocal)

Diego Aricó (Guitarra)

Rodrigo Hurtiga Trujillo (Baixo)

Carlos Lourenço (Bateria)

José Roberto Cardoso (Guitarra)

Ex Deo – “The Immortal Wars” (2017)

“Fear me, for I am Hannibal”

Sem dúvida um dos melhores álbuns de 2017 que tive o prazer de ouvir. Distribuído aqui no Brasil pela Shinigami Records, “The Immortal Wars” é o terceiro álbum do Ex Deo, projeto nascido no ano de 2008 e que é capitaneado por Maurizio Iacono, vocalista e baixista do Kataklysm.

A proposta do projeto é a junção entre o peso e técnica do Death Metal com orquestrações sinfônicas e corais, construindo uma ambientação grandiosamente épica, dinâmica e cativante ao contar atos históricos.

A temática nos apresenta Hannibal, general cartaginês considerado um dos maiores estrategistas da história. As 8 faixas transportam o ouvinte através do tempo numa viagem épica, com status de cinematográfica, passando por momentos dramáticos, pomposos, retratando passagens gloriosas e feitos impressionantes de uma figura determinada e admirada até mesmo por seus inimigos. Isso tudo feito com bastante competência e maestria pela banda que conduz o roteiro sonoro cheio de dinamismo algo que não torna o trabalho enfadonho.

Na primeira parte do álbum temos Hannibal fazendo cumprir sua promessa de sangue, jurando nunca ser amigo dos romanos  “The Rise of Hannibal”, em seguida, “Hispania (The Siege of Saguntum)” dá continuidade às conquistas do general em uma faixa que une peso e velocidade. “Crossing of The Alpes” retrata uma passagem tensa, cheia de determinação e lealdade que marcam um grande feito de Hannibal com seu exército e seus elefantes de guerra.

Até aqui a história de Hannibal vem sendo construída num clima épico crescente, que desemboca toda sua tensão na instrumental “Suavetaurilia”, para depois conduzir-nos ao contra ataque dos romanos, onde o álbum chega ao seu ápice.

A intro de “Cato Major: Carthago delenda est!” é um dos momentos mais eufóricos do álbum (quase dá pra ver os soldados se posicionando, todos com armas em punho preparando-se para o confronto) esbanjando peso e brutalidade.

“Ad Victoriam” é outra faixa brutal, consegue soar visceral e pomposa ao mesmo tempo. O uso de estilos vocais variados se mostram bastante evidentes nessa faixa conferindo mais dinâmica á interpretação da letra.

Concluindo a trinca brutal da segunda parte do álbum, “The Spoils of War” é a mais virulenta em sua interpretação e arranjos.

A faixa mais eclética de todas fecha o álbum, unindo as características mais marcantes de cada faixa, como corais épicos, teclados climáticos e bastante presentes, arranjos técnicos guitarras com riffs ríspidos e cortantes, uma bateria técnica e brutal, além dos vocais muito bem postos.

Com uma belíssima aula de história, a Ex-Deo se torna uma daquelas bandas que nos deixa ansiosos pelo próximo trabalho a ser lançado.

Maurizio Iacono – vocal

Stéphane Barbe – guitarra

Jean-Francois Dagenais – guitarra

Dano Apekian – contrabaixo

Oli Beaudoin – bateria

Mad Monkees

O quarteto cearense de Rock, formado pelos músicos Felipe Cazaux (voz e guitarra), Hamilton de Castro (contrabaixo), Capoo Polacco (guitarra) e PH Barcelos (bateria) lançam seu álbum de estreia, auto intitulado, esbanjando competência.

Essa galera já possui anos de estrada pelos festivais de música no país vê em 2015, á convite de Felipe Cazaux, juntaram essa bagagem e formaram o Mad Monkees, lançando no mesmo ano seu EP homônimo.

Contendo 10 faixas, o álbum soa bastante dinâmico, segurando a atenção do ouvinte do início ao fim. A performance de cada integrante demonstra o nível de maturidade musical que cada um possui, algo que colabora para que a junção de vários estilos musicais ( Hard, Heavy e até mesmo Thrash), se mantenha em harmonia sem tirar o foco do carro chefe do grupo, o Southern.

A produção de Carlos Eduardo Miranda (aquele jurado do Qual é o seu Talento e similares que lançou Raimundos, Skank, O Rappa…), dosa muito bem o peso e a energia da banda, conferindo densidade sem tirar o brilho e clareza dos instrumentos.

O álbum também contém a participação de Emmily Barreto (Far From Alaska) e Anderson Kratsch nas faixas “I Cannot Feel” e “Cold Sparkle”, respectivamente.

Faixas como “Bombman”, “I Cannot Feel” e “Deamons and Angels” merecem destaque.

https://youtu.be/_NyGXp_xsHM

Alkanza – “O céu da boca do inferno” (2017)

Da cidade de Tubarão/SC, a banda vem levantando a bandeira do Thrash Metal nacional desde 2013.

Agora a banda acaba de lançar seu segundo álbum, sucessor do aclamado Colonizado pelo Sistema (2015), trazendo acidez em letras críticas, peso e qualidade lado a lado, mas o que se torna marca registrada em seu som é o groove com presença forte em todas as faixas.

As letras são todas em português, fazendo com que a mensagem de suas músicas se aproxime mais de seus ouvintes.

O material gráfico, de Márcio Saviano, reflete bem a proposta da banda, simples e direto, com um toque de bom gosto, destacando se pelo seu contraste e fugindo do padrão atual. Sobre o fundo branco, temos imagens e letras em tons de carne viva.

Thiago Bonazza e Fabrício Eufrázio se encarregam da produção que está bem crua, com timbres sujos e bastante peso. Há algumas falhas, mas nada que tire o prazer de apreciar essa obra do underground.

No geral, esse trabalho consegue transmitir com eficiência sua proposta. Cru, direto, pesado e sujo. Isso é o underground, a música independente, essa é a Alkanza.

Destaque para as faixas “Em coma”, “Paciência v.t.n.c.”, “Com Força” e a fudida “Se comovem mas não se movem”

O álbum se encontra disponível para download gratuito no site oficial da banda:

https://www.alkanzametal.com.br
https://www.facebook.com/alkanzaofficial/

Heavenless – “Whocantbenamed” (2016)

Quem curte a cena underground nacional e é fã dos gêneros extremos da música pesada, precisa conhecer o trabalho de estréia da banda Heavenless.

“Whocantbenamed” nos apresenta uma banda de qualidade notável com composições bem elaboradas e uma mescla entre o peso do Thrash e a agressividade do Death Metal.

A utilização de técnica apurada em favor do bom senso mostra a maturidade da banda.

Durante todo o álbum há uma atmosfera sombria e carregada, como se houvesse a presença de alguma entidade nas sessões de gravação contribuindo para o resultado final, mérito da produção técnica.

Destaco a pesada faixa de abertura, “Enter Hades” e a densa “The Reclaim”.

Kalyl Werewolf Lamarc (vocal/baixo);
Vinicius “Carcará” Martins (guitarra);
Vicente “MadButcher” (bateria).